Oláá, saudáveis!! Como estamos??
Bom, não vou ficar aqui falando dos motivos do meu sumiço, já que são vários, e o que importa não são os motivos, mas sim o que aconteceu nesse meio tempo, não é mesmo?
Resumindo, por motivos de uma total falta de tempo unida a falta de determinação (porque, convenhamos, quando a gente quer, a gente consegue arrumar um tempinho) e problemas psicológicos, acabei saindo da hidroginástica no final de outubro (mas com planos bem claros de voltar em março). O que aconteceu por causa disso?? Parei consequentemente de cuidar da alimentação.
Eu não sei como vocês são, mas eu sou a encarnação daquela velha expressão “ou 8 ou 80”. Se não faço TUDO CERTINHO, minha determinação e auto-estima caem, e vai tudo pro espaço. Resultado: cheguei aos 67kg no dia primeiro de janeiro de 2012, estou toda molenga e cheia de celulites. Hahaha Claramente, desses 67kg, muito era inchaço, visto também que bebi nas festas de final de ano toda a cerveja que não bebi durante o ano inteiro.
OKK, VAMOS RESPIRAR, PENSAR, PLANEJAR, MEDITAR, DECIDIR E PARTIR PRA AÇÃO NOVAMENTE.
Quando estamos no processo de emagrecimento, firmes e fortes, determinadas e guerreiras, nos perguntamos “Como é que eu pude viver tanto tempo sem fazer as coisas certas? É tão fácil!”, não é mesmo?. E de fato acaba sendo, sabe? Ao menos pra mim, ser uma reeducanda alimentar e entender o meu corpo, tratando-o bem, tornou-se o que sou. Eu não pensava mais na preguiça, nem no quanto sentia falta de uma alimentação gorda, porque eu realmente não sentia. Estava plenamente realizada e psicologicamente educada.
Eu não sei exatamente em que ponto as coisas começaram a desandar. Sei que no começo, comendo errado, eu pensava “Ah, são só umas feriazinhas da RA, mas eu continuo a mesma por dentro, logo volto a fazer tudo direitinho.”. E o prazo pra voltar a fazer tudo direitinho foi se prolongando, se prolongando, e quando vi, já estava me comportando e pensando como gorda novamente.
Durante os últimos dias venho meditando sobre os motivos emocionais que podem ter me levado a isso. Acho que cheguei a uma conclusão:
Ser (mais) magra não mudou a minha vida. Ao menos não da forma que eu esperava. E se mudou, eu não percebi, porque já tinha me esquecido de como era ser gorda. Caí na velha armadilha de pensar como magra e não como gorda emagrecida (como diz a Lu Francesa). E isso tudo sem nem ter chegado na minha meta de 58kg, estando aliás bem longe disso.
Eu esperava um mundo encantado onde portas se abririam, todas as roupas serviriam, todos os homens me olhariam, e imaginava poder conquistar em pouco tempo um corpo totalmente diferente do que tenho agora. Pura ilusão, né, gente!
A vida continuou a mesma numa totalidade, nada mudou por eu estar mais magra, afinal, a maioria das pessoas são magras, não há nada “de mais” pras outras pessoas em você ser magra. “Você é magra? Ok, então você é normal e não especial.”
O que muda de verdade e te faz ser mais feliz no fim das contas não é o número da calça que você usa, nem quantos homens (ou mulheres, no caso dos homens) olham pra você (no meu caso eu não percebi nenhum homem olhando pra mim, aliás! sopksaopkas), mas sim SE SENTIR DONA DE SI, DAS SUAS AÇÕES, DAS SUAS CONQUISTAS, DOS SEUS DEVERES, DOS SEUS PRAZERES. Essa é a diferença mais significativa! Você se sente NO COMANDO de sua própria vida, não é mais ESCRAVA de impulsos inconscientes, tem mais DOMÍNIO sobre seu psicológico, aprende a ler seus sentimentos, interpretá-los e controlá-los.
É por isso que voltar a pensar como gorda me deixou deprimida, porque no fim das contas, nem engordei tanto assim, pelo tanto que comi devia ter até engordado mais, e até já recuperei bem rápido um pouco do PESO que ganhei (que, é importante frizar, em relação ao mesmo peso de antes, hoje é muito mais gordura do que músculo). O que me deixou deprimida foi ter perdido o que mais me deixava feliz: TER O CONTROLE DA MINHA VIDA!
Por isso, gente, não caiam na armadilha das “feriazinhas”. É perigoso, é perda de tempo, e a determinação pra voltar tem que ser dobrada. Mas se isso acontecer, não desista! Pense muito, identifique os erros, os tropeços, e principalmente, saiba ouvir seu coração. Na maioria das vezes, pra não dizer todas as vezes, o problema é psicológico. Você tem que identificar o que está te desmotivando e reverter a situação.
E não se esqueça, nunca, de como é de fato ser gorda(o), porque assim vai dar mais valor a tudo que mudou para melhor, todas as conquistas, prazeres e felicidades que você não tinha antes.
O mundo da comida gorda só te traz uma felicidade: o prazer momentâneo do sabor.
O mundo do auto-controle traz consigo uma infinidade de benefícios, e o melhor deles é saber que nada, nem ninguém, decide sua vida: É VOCÊ E SÓ VOCÊ!






